Em 1983, Kurt começou seu ano júnior no Weatherwax iniciando um relacionamento amoroso com Jackie Hagara, de quinze anos de idade. Ela morava a duas quadras de sua casa e ele se programava de modo a que fossem juntos para a escola. Estava tão atrasado em matemática que foi obrigado a frequentar aulas da matéria como calouro, onde se conheceram. Embora muitos garotos da classe achassem Kurt estranho por estar atrasado, Jackie gostava de seu sorriso. Certo dia, depois da aula, ele mostrou a ela um desenho que havia feito de um astro do rock numa ilha deserta. O homem estava segurando uma guitarra Les Paul com uma caixa amplificadora plugada num coqueiro. para Kurt, aos dezesseis anos, era sua visão do paraíso.
Jackie disse que gostava do desenho. Dois dias depois, Kurt a abordou com um presente: ele havia redesenhado a mesma imagem, mas no tamanho de um postêr, usando até aerógrafo. “É para você”, disse ele, olhando para o chão enquanto falava. “Para mim?”, perguntou ela. “Eu gostaria de sair com você uma hora dessas”, explicou ele. Kurt ficou apenas ligeiramente desiludido quando Jackie lhe disse que já tinha namorado. Continuaram a ir juntos para a escola, ocasionalmente dando-se as mãos e, certa tarde, defronte da casa dela, ele a puxou para perto e a beijou. “Eu achava ele tão engraçadinho”, disse ela.
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… que o primeiro show do Nirvana com Dave Grohl na bateria foi no dia 11 de outubro de 1990?
Com apenas 21 anos de idade, Dave entrou no Nirvana. O primeiro show dele foi no clube North Shore Surf de Olympia.
A noite marcou uma das piores confusões técnicas de toda a história do Nirvana - um defeito na parte elétrica fez a energia cair diversas vezes, e a banda teve que desligar metade de seus amplificadores para evitar outros blackouts. A única iluminação disponível vinha de lanternas na platéia, criando um efeito sinistro como alguma coisa saída de um filme independente barato. Com uma bateria minúscula, Grohl se mostrou muito forte: ele tocava os tambores com tanta força que destruiu as cordas de ressonância.
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… que o Nirvana foi expulso da própria festa de lançamento de Nevermind? A infame festa ocorreu no dia 13 de setembro de 1991, uma sexta-feira, no descolado clube Re-bar de Seattle. A banda foi notificada de que seria um encontro comedido, e que eles podiam convidar seus amigos. Eles chegaram e deram de cara com as paredes todas cobertas com pôsteres do Nirvana. Eles tiveram que suportar a ladainha de todo tipo de idiotas da indústria musical e aguentar ouvir o álbum deles duas vezes seguidas. Kurt, em particular, achou toda a atenção contrangedora, especialmente na frente de seus amigos de Olympia.
Graças às severas leis proibitivas ao álcool do estado de Washington não havia nenhuma bebida forte disponível, então alguém trouxe escondido uma garrafa de dois litros de uísque e ocutou-a na cabine fotográfica, para onde os que sabiam dele se retiravam para uma rápida tragada de Jim Beam. Logo todos estavam bem “alegrinhos”. Eles chamaram o DJ Bruce Pavitt para descartar o Nevermind e tocar a pior new wave e disco music que puderam encontrar. Depois que a banda terminou de arrancar todos os pôsteres das paredes, Chris arremessou uma tamale em Kurt e Dylan Carlson, Kurt lembra-se de ter revidado com uma salva de guacamole (“Na verdade, era um molho de ervas Green Goddess”, corrige o presidente do fã-clube do Nirvana, Nils Bernstein, que providenciou a comida da festa). Logo, havia comida voando por toda parte, sem nenhuma consideração pelos nerds da indústria, cujos ternos estavam ficando respingados de comida. E foi ai que o Nirvana foi expulso da festa de lançamento do seu próprio disco.
Todos eles se espremeram em um Cadillac que a promoter Susie Tennat da Geffen/DGC Noroeste havia alugado para a ocasião, e a festa continuou com tudo até de manhãzinha na casa dela. Quando todos estavam indo embora, Bruce Pavitt estava mais adiante na rua, sentado na beira da calçada, vomitando na sarjeta, enquanto esperava por um táxi. Kurt aproveitou a oportunidade para inclinar-se sobre a janela e atira-lhe alguns ovos.
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… que o quebra-quebra de instrumentos começou no dia 30 de outubro de 1988, em um show da residência estudantil do Evergreen State College?
Kurt quebrou sua adorada guitarra que tinha um adesivo do The Monkees e escrito mais abaixo ‘WASP: we are scary posers.’
“Simplesmente começou”, diz Chris. “Era divertido. Parecia que não se podia terminar um show sem fazer alguma coisa espetacular ou sensacional. Não importa quão bem a gente tocasse, parecia que não era o suficiente. Então se você destrói toda a parafernália e faz esse grande final de gala, pode dizer:’Pronto, conseguimos’. Não podíamos simplesmente sair andando do palco.”
Durante a turnê de Bleach, eles encontravam guitarras baratas em lojas de penhor - às vezes, os fãs simplesmente davam uma guitarra para eles ou, caso fosse necessário, Jonathan Poneman enviava uma pelo correio - e aí eles colocavam as cordas na posição para canhotos e a destruíram naquela mesma noite. “Era divertido, e se você estivesse fazendo um show de merda, isso meio que tornava espetacular”, diz Chris. “Então virou um vício.”
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… que no dia 16 de novembro de 1991, o Nirvana realizou uma “tarde de autógrafos” na Beehive Records, em Seattle. Eles contavam com uns 50 clientes, mas quando mais de duzendos garotos faziam fila às duas da tarde - para um evento programado para começar às sete - , os promotores do evento começaram a perceber que talvez a popularidade da banda fosse maior do que a princípio imaginaram. Kurt havia decidido que em lugar de simplesmente autografar discos e apertar as mãos das pessoas, o Nirvana tocaria. Quando ele viu a fila na loja naquela tarde, foi a primeira vez que o ouviram proferir as palavras “puta merda” em resposta a sua popularidade.
Quando o show começou a Beehive estava tão abarrotada que haviam meninos sobre as prateleiras de discos e foi necessário armar cavaletes na frente das vitrines da loja para protegê-las. O Nirvana fez uma sessão de 45 minutos.
A loja estava vendendo os primeiros exemplares de Nevermind que o público tinha a chance de comprar e os discos rapidamente se esgotaram. “As pessoas estavam arrancando cartazes da parede” lembra a gerente da loja, Jamie Brown, “só para terem um pedaço de papel para Kurt autografar”. Kurt continuou meneando a cabeça, sem acreditar no que via. Essa foi a primeira vez que Kurt percebeu que era famoso.
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![… que em novembro de 1990, Tobi Vail decidiu terminar com Kurt. Ele ficou arrasado; mal conseguiu ficar em pé. Nunca havia levado um fora de uma namorada e sentiu-se péssimo com aquilo. Ele e Tobi haviam saído durante menos de 6 meses. […] Ele ficou tão nauseado que, uma semana depois, ajudando “Slim”, um amigo, a fazer sua mudança, Kurt teve de parar o carro para vomitar.](http://25.media.tumblr.com/tumblr_lyohpbr2qd1ql2gqdo1_500.jpg)
… que em novembro de 1990, Tobi Vail decidiu terminar com Kurt. Ele ficou arrasado; mal conseguiu ficar em pé. Nunca havia levado um fora de uma namorada e sentiu-se péssimo com aquilo. Ele e Tobi haviam saído durante menos de 6 meses. […] Ele ficou tão nauseado que, uma semana depois, ajudando “Slim”, um amigo, a fazer sua mudança, Kurt teve de parar o carro para vomitar.
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… que aconteceu uma batalha entre a MTV e o Nirvana para “Rape Me” não ser tocada no Video Music Awards de 1992?
No primeiro ensaio da banda para a apresentação, Kurt entrou no Pavilhão Pauley da UCLA, dirigiu-se para Amy Finnerty da MTV e disse a ela: “Eu vou tocar uma música nova”. “Ele estava todo entusiasmado com isso e agiu como se isso fosse um presente”, lembra Finnerty. Para grande surpresa dos executivos da MTV, que esperavam ouvir “Teen Spirit”, eles tocaram rapidamente “Rape Me”. Na verdade, não era uma música nova - o Nirvana a vinha tocando em concerto durante dois anos -, mas era nova para as altas patentes da MTV. Tinha uma letra de apenas onze linhas, com um coro qe dizia: “Rape me, my friend, rape me again” [Estupre-me, meu amigo, estupre-me de novo”].
Finnerty foi imediatamente arrastada para um trailer da produção onde recebeu um sermão de seus chefes sobre a escolha da canção da banda: eles perceberam astutamente que “Rape Me” era sobre a MTV. “Ah, qual é”, protestou ela. “Eu posso garantir a vocês que ele não compôs a canção para nós ou sobre nós”.
Uma batalha começou a ser travada entre os mandachuvas da MTV e Kurt, tendo Finnerty e a Gold Mountain como intermediários. A MTV ameaçou tirar o Nirvana do show; Kurt disse que isso era ótimo. A MTV ameaçou parar de exibir os vídeos do Nirvana; Kurt disse que isso era ótimo. Então a rede aumentou a parada e ameaçou parar de exibir vídeos de outros artistas gerenciados pela Gold Mountain. Finnerty foi convocada para discutir opções com Kurt, mas nenhuma foi solução foi encontrada.
Kurt reconsiderou sua escolha da música, mas só depois que lhe disseram que Finnerty seria demitida se o Nirvana tocasse “Rape Me”. Os executivos da MTV ficaram visivelmente surpresos quando o Nirvana se apresentou para o ensaio final no dia do programa. Todos os olhos no salão se voltaram para Kurt quando ele entrou, e nesse momento ele estendeu a mão, agarrou a mão de Finnerty e desafiadoramente camnharam pelo centro do auditório, balançando exageradamente os braços, como duas crianças numa excursão de creché. Isso era feito inteiramente para os chefes da MTV: Kurt estava fazendo saber que se eles a despedissem, ele não tocaria na festa deles.
Chegou o momento do Nirvana entrar no palco. Os chefes da MTV já haviam proposto um plano de contingência para se certificarem de que não seriam enganados por Kurt. Os engenheiros de som haviam sido instruídos para, caso a banda tocasse “Rape Me”, cortarem imediatamente para um comercial. O único problema era que ninguém na cabina sabia como era a inédita “Rape Me”. O show começou e o Nirvana apareceu no palco. De repente, houve uma pausa incômoda e nesse momento se pôde ver Kurt, Krist e Dave se entreolharem. Kurt vivia para momentos como esse. Ele sabia nunca desapontar uma platéia. Ele começou suavemente, dedilhando a guitarra. A princípio não ficou claro qual canção ele estava tocando, mas quando Krist entrou com a parte do baixo, todos, no auditório e pelas ondas da televisão, ouviram os acordes de abertura de “Rape Me”. O que os expectadores da televisão não puderam ouvir nem ver foi um executivo da MTV correndo para o caminhão de controle. Mas antes que pudesse ser cortado, o Nirvana passou para os primeiros acordes de “Lithium”. “Fizemos isso para provocá-los”, lembra Krist.
“Foi muito engraçado o que você fez”, disse Amy Finnerty enquanto Kurt entrava em uma van para ir embora. “É mesmo”, disse ele. Kurt estava sorrindo como um garotinho que havia embaraçado seus professores, mas fugira para importuná-los novamente outro dia.
Foto: Amy Finnerty, a única pessoa que Kurt gostava na MTV.
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… que a irmã de Kurt, Kimberly Cobain é homossexual?
A primeira pessoa da família com que ela se assumiu foi com Kurt, durante uma viagem de carro que os dois fizeram sozinhos, em 1992. Kurt falou sobre o preconceito que ela, na época com 22 anos, iria sofrer e ainda tentou convencê-la a deixar de ser lésbica. “Não desista totalmente do homens”, insistiu ele. “Eu sei que eles são uns panacas. Eu nunca namoraria um cara. Ele são uns idiotas”. Kim achou muita graça. À medida que a conversa se atenou e eles tomavam o rumo de casa, ele lhe deu um longo abraço fraterno e garantiu que sempre a amaria.
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Vou começar com uma das curiosidades que eu mais gosto.
Você sabia que a banda Red Hot Chili Peppers tem um música dedicada a Kurt Cobain? Ao contrário do que muitos pensam, a música “Tearjerker” é uma homenagem ao Kurt e não a uma mulher. Segue a letra original, tradução e explicação:
“My mouth fell open
Hoping that the truth
Would not be true
Refuse the news
I’m feeling sick now
What the fuck am I
Supposed to do
Just lose and lose
First time I saw you
You were sitting
Backstage in a dress
A perfect mess
You never knew this
But I wanted badly for you to
Requite my love
Left on the floor
Leaving your body
When highs are the lows
And lows are the way
So hard to stay
Guess now you know
I love you so
I liked your whiskers
And I liked the
Dimple in your chin
Your pale blue eyes
You painted pictures
Cause the one
Who hurts
Can give so much
You gave me such”
Tradução:
“Minha boca se abriu
Esperando que a verdade
Pudesse não ser verdadeira
Recusando as novidades
Estou me sentindo mal agora
Que diabos estou
Pensando em fazer?
Apenas descuidado e descuidado
Primeira vez que te vi
Você estava parada
Atrás de um vestido
Uma bagunça perfeita
Você nunca soube disso
Mas eu quis maldade pra você também
Recompensar meu amor
Deixar no chão
Deixando seu corpo
Quando os altos são baixos
E os baixos são o caminho
Tão difícil pra continuar
Suponho agora que você saiba
Eu te amo tanto
Eu gosto dos seus pelos
E gosto da
Covinha do teu queixo
Seus claros olhos azuis
Você pintou quadros
Porque aquele
Que magoou
Pode conceder tanto?
Você me deu do mesmo modo
“
Explicação
:
A música fala sobre o choque que o Anthony Kiedis teve quando soube da morte do Kurt, e a referência que ele faz ao vestido (é ai que muitos pensam que é sobre uma mulher) é porque quando o Nirvana excursionou com o Red Hot, no final de 1991, Kurt sempre usava vestidos na hora dos shows, e foi ai que o Anthony o conheceu, quando ele estava usando um vestido, como adorava fazer. Kiedis também faz uma referência ao corpo de Kurt estar no chão, quando ele faleceu. Anthony ainda fala sobre as coisas que gostava em Kurt, da barba, da covinha no queixo e dos pálidos olhos azuis. Anthony fala também sobre as artes que Kurt criou, citando seus quadros.
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Boa noite, galera!
Mais uma série do nosso tumblr será inaugurada hoje! São curiosidades referentes a banda, seus integrantes e sobre aqueles que de alguma forma influenciaram ou fizeram parte da história do Nirvana. Espero que curtam!
